EXISTO, LOGO PENSO

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Uma declaração tão importante quanto essa não poderia deixar ser postada aqui...

Morrissey diz querer seu enterro ao lado de Johnny Ramone
da Ansa, em Londres.

O cantor britânico Morrissey disse que quando morrer quer ser enterrado junto de seu maior ídolo punk, Johnny Ramone.

O ex-vocalista do grupo The Smiths visitou recentemente o cemitério de Hollywood Forever, em Los Angeles, e depois de ver o túmulo do líder dos Ramones decidiu que quer ser enterrado ao lado dele.

"Gostei desse cemitério. Descobri o túmulo de Johnny Ramone e me pareceu lindo o lugar", disse o músico britânico. "Fiquei sentado um tempo lá e me senti bem. Gostei de pensar que os restos do Johnny estavam ali. Então decidi que quero ser enterrado com ele."

Além disso, ele disse que quer em seu túmulo apenas seu nome, data de nascimento e o dia de sua morte. "Não quero nada além disso. Seria divertido uma frase como 'finalmente em casa', mas Bella Lugosi já usou essa", brincou.

sexta-feira, junho 02, 2006

Morrissey

Morrissey sempre teve posições políticas bem progressistas, exemplos não faltam. Do seu sarcástico funeral da nobreza inglesa em "The queen is dead", à detonação do "pool tax" de margaret thatcher em "Interesting Drug", passando por "levar" a mesma para a forca em "Margaret On The Guillotine".

Vegetariano de carteirinha, Morrissey doa carne para abrigo de sem-teto na Inglaterra



O empresário do cantor inglês Morrissey, ex-líder dos Smiths, comprou todo o estoque da barraca de um açougueiro de Truro, interior da Inglaterra, e doou £200 (ou cerca de R$850) a um albergue local de sem-teto.

Segundo o site Ananova, Morrissey, que é vegetariano de carteirinha, havia estipulado que durante sua apresentação na cidade não deveria ser servido nenhum alimento à base de carne.

Ao chegar ao local onde o show ocorreria, no entanto, o empresário do cantor, descobriu que no hall de entrada da sala de espetáculo havia uma barraca que vendia carne, parte de uma feira semanal.

"O empresário dele me perguntou quanto eu queria por tudo. Achei que era brincadeira, e disse £200. Ele sacou o dinheiro do bolso e comprou tudo, sem pestanejar. Eu devia ter pedido £300!", brincou o açougueiro, Chris Barrow.

O lote incluía dois sacos de lingüiça, carne de carneiro, costelas, 40 pacotes de toucinho e 30 pacotes de presunto fatiado, entre outros produtos. Todos os produtos foram doados a um albergue de sem-teto.
fonte:uol

sexta-feira, maio 26, 2006

Amizades Globalizadas

"Bonecas Russas" - Les Poupées Russes
(de Cédric Klapisch - França / Inglaterra, 2005 - 125 minutos)



Em "As Bonecas Russas", Cédric Klapisch nos dá a nítida impressão de que, nem sempre, a sequência linear estabelecida socialmente do "nascer, crescer, reproduzir e morrer" pode ser aplicada sem alguns contratempos.

Xavier (Romain Duris) que, em "Albergue Espanhol" resolveu terminar seus estudos em economia na Barcelona de cinco anos atrás, agora tenta se afirmar na carreira de escritor, ao mesmo tempo em que busca uma explicação para sua desastrada vida amorosa.

Ser um profissional respeitado e bem remunerado, com uma família estabelecida num casamento feliz e uma casa confortável é o sonho de consumo de todos a longo prazo, uma idéia geral de felicidade e de aceitação social. Também é o de Xavier, embora nem sempre ele tenha certeza disso. O interessante é que mesmo conscientemente tomando decisões que o afastam da tal respeitabilidade social, o personagem não consegue conviver com suas próprias opções. Nada demais para a realidade atual do homem na pós modernidade, anunciada em tons de conflito psicológico comedido ao qual Klapisch nos leva. Apenas na atmosfera perversa da falta de lucidez é possível existir uma contraposição entre, a esposa ideal que Wendy (Kelly Reilly) representa e a mulher - fetiche ideal encarnada pela modelo russa Celia Shelton (Lucy Gordon).



Metáfora para a transterritorialidade dos sentimentos e das relações neste entre séculos, em "Les Poupées Russes" podemos ter uma pequena percepção das angústias e incertezas dos que tentam chegar à "maturidade". A necessidade da localização na cadeia produtiva, o que nem sempre significa prazer; a ótima surpresa ao desvendar o véu do amor sólido, o que nem sempre significa prazer; a tentativa por descobrir quem realmente é você, o que também nem sempre significa prazer; são perguntas que a humanidade faz a si mesma há tempos. Embora haja espaço para tantas incertezas, uma verdade parece persistir na posição de que a humanidade, infelizmente, tem sido levada religiosamente (com o perdão do trocadilho) a fazer uma condenação de si mesma pela busca do prazer.

veja o site oficial em: http://www.marsdistribution.com/site/poupeesrusses

sexta-feira, maio 19, 2006

retomando os trabalhos...

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Maio de 68

Os sonhadores” - The Dreamers
(de Bernardo Bertolucci - EUA / França / Itália, 2003 - 130 minutos)



Em seu mais recente filme Bernardo Bertolucci nos remete ao seu próprio campo de visão sobre algumas percepções da cultura e da política nos anos 60. Baseado no romance “The Holy Innocents”, de Gilbert Adair, o filme nos fala do encontro entre o jovem Matthew (Michael Pitt) e os irmãos Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel) no final dos anos 60, em Paris.
Completamente apaixonados pelo mundo da sétima arte, seus caminhos se cruzam por serem frequentadores assíduos da “La Cinémathèque Française”, o templo do cinema francês, responsável pela Nouvelle Vague.

A ausência dos pais de Isabelle e Theo é a senha para a hospedagem do jovem amigo americano no apartamento dos irmãos. Daí em diante uma relação intensa entre os três leva cada um dos personagens a conhecer uma nova realidade em suas próprias vidas.
Em meio a essa turbulenta relação, Bertolucci nos conduz a uma série de referências culturais e políticas sobre os principais debates nestas esferas, em pleno maio de 68 francês.



Contra aqueles que fecharam os olhos sobre o significado daquele momento, Bertolucci reafirma a importância de 68 e dispara:
"Algumas pessoas consideram 68 uma guerra perdida," ele diz, "o que é completamente errado. Eu acho que muitas, mas muitas mudanças importantes aconteceram, mas ficou uma espécie de memória ruim, o que explica o fato de várias pessoas não contarem a seus filhos a história de 68. Existe um tipo de buraco negro para os jovens, e eu acredito que em parte é porque seus pais não querem comentar os fatos. Os jovens não sabem nada a respeito de 68. É como se houvesse uma grande censura daquele espírito e eu acho que isso é uma loucura completa. Porque mesmo se foi um fracasso de sonhos revolucionários, 68 foi de uma importância incrível para mudar o comportamento das pessoas. Tudo mudou. Na Itália, as pessoas costumavam receber multas por se beijarem em público! E os jovens de hoje, que acreditam que sua liberdade sempre existiu, não sabem que muito dela foi conseguido em 68”.

Os estudantes franceses que se preparavam ao som de “Ay, Carmela”, canção da guerra civil espanhola, não fizeram a revolução política, ela não veio é bem verdade, mas o mundo em 68 era bem diferente e a juventude era responsável por isso.

veja o site oficial em: http://www.the-dreamers.com/

terça-feira, setembro 21, 2004

O punk perde...

MORRE UM DOS INVENTORES DO PUNK, JOHNNY RAMONE
17/09/2004


Com a morte de Johnny Ramone (John Cummings), anteontem, no hospital Cedars-Sinai em Los Angeles, decorrente de complicações causadas por um câncer na próstata contra o qual ele lutava há cinco anos, vai-se o último dos Ramones originais. Ainda que o baterista Tommy seja o sobrevivente da primeira formação, a banda sempre foi escorada pelo trio Johnny (guitarra), Dee Dee (Douglas Coivin, baixo, morto por overdose, em 2002) e Joey (Jeff Hayman, vocais, morto por câncer linfático, em 2001).

Se Joey era a alma e o coração dos Ramones, e Dee-Dee o rebelde, Johnny (que estava com 55 anos) era o cérebro, preocupado com a imagem da banda e com as finanças. A primeira banda a ostentar o rótulo de punk rock de fato, os Ramones lançaram as bases para grupos ingleses como Sex Pistols e Clash, que espalharam o movimento pelo mundo. Os músicos dos Ramones eram jovens vindo dos subúrbios nova-iorquinos, que gostavam do rock cru de Iggy Pop & The Stooges e do escracho dos New York Dolls. Eles deram continuidade a essa linhagem em meados dos anos 70 como integrantes de uma cena punk/new wave que se formava em Nova York, incluindo bandas como Blondie, Television, Richard Hell e Talking Heads, entre outras, e tendo como ponto o clube CBGB.

A grande diferença dos Ramones em relação às bandas punks suas contemporâneas era o som melódico, doce até, apesar da velocidade das músicas (era tudo 1, 2, 3 e já!) e das palavras cuspidas ininteligivelmente por Joey (dono de um estilo vocal absolutamente único e inimitável). Eles não usavam botas, alfinetes ou camisetas com o símbolo da anarquia, mas jeans surrados, tênis e até cabelos compridos, uma heresia entre punks. Era rock ‘n’ roll clássico, com mais velocidade e alguma ironia nas letras — como a clássica “Now I wanna sniff some glue”.

Apesar da postura punk, logo os Ramones foram farejados pela indústria fonográfica e começaram a carreira lançando o primeiro disco por um selo menor (Sire) da Warner. A intenção da companhia é que eles fossem tão grandes mundialmente como o Clash e os Pistols. Afinal, eram os pais do punk, mas os ingleses é que levaram toda a fama.

Em 1979, o mítico produtor Phil Spector foi chamado para criar aquele que seria o disco definitivo do punk rock, levando os Ramones para a fama mundial, “End of the century” (1980). Apesar de o disco ser um dos melhores da banda, ele não aconteceu na escala esperada. Antes disso, eles também tentaram o cinema na comédia musical “Rock ’n’roll high school” (nome de uma música da banda), que foi um fracasso.

Mas eles continuaram influenciando novas bandas e punks ao redor do planeta. Já nos anos 90, na era do grunge, os Ramones emergiram como os maiores e mais respeitados (além de um dos raros remanescentes do levante punk original). Toda a discografia foi relançada e a banda começou a fazer grandes turnês internacionais, incluindo o Brasil, onde estiveram duas vezes.

Essa “ramonemania” durou até 1996, quando o grupo fez a sua última apresentação ao vivo (e eles sempre foram infinitamente melhores num palco que em disco) num clube em Hollywood. O que resta para os fãs, agora que a festa acabou definitivamente, é aguardar a exibição do documentário “The end of the century”, que será exibido na seção “Midnight movies” do Festival do Rio; e o lançamento do DVD “Ramones raw”, que compila material de concertos realizados nos primeiros anos da banda. “Hey, ho! Let’s go!”
fonte:oglobo

terça-feira, agosto 24, 2004

Natação em Atenas - 2004

CBDA comemora chegada a cinco finais
Por Guilherme Roseguini e Roberto Dias
Enviado especial da Agência Folha
Em Atenas (Grécia)


Primeiro diagnóstico: a Olimpíada de Atenas foi a primeira desde Seul-88 em que a natação brasileira não conquistou nenhuma medalha. Segundo diagnóstico: os nadadores nacionais chegaram a cinco finais, mais do que o dobro do número de Sydney.

É assim, com sintomas mistos, de fracasso e de sucesso, que a natação brasileira se despediu neste sábado dos Jogos Olímpicos.

A última a nadar foi Flávia Delaroli, que disputou a final dos 50 m. Ela acabou no oitavo lugar, com o tempo de 25s20. A vencedora foi a holandesa Inge de Bruijn (24s58).
Flávia Delaroli

Antes, haviam estado em finais Joanna Maranhão (quinta nos 400 m medley), Thiago Pereira (quinto nos 200 m medley), Gabriel Mangabeira (sexto nos 100 m borboleta) e a equipe do revezamento 4 x 200 m livre (sétima).

"Não há como negar que a medalha fez falta", diz Coaracy Nunes, presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Ele aponta, porém, que a Olimpíada mostrou uma geração de grande potencial.

Na mesma linha vai o chefe da delegação, Ricardo Moura. Ele vê um resultado satisfatório ("Atingimos os objetivos traçados para o ciclo olímpico") desde que "salvaguardadas as proporções".

Ou seja: considerada a ausência, na delegação, de um nadador como foram Gustavo Borges e Fernando Scherer quando estavam no auge, capazes de carregar o país ao pódio nos três últimos Jogos.
Gustavo Borges

A CBDA diz que é preciso seguir investindo para melhorar os resultados e manter a aposta nessa geração. O mais velho dos finalistas individuais em Atenas é Mangabeira, 22 anos. Delaroli tem 20, Thiago, 18, e Joanna, 17.

Atenas marcou a despedida de Borges, 31, o mais medalhado nadador do país (duas pratas e dois bronzes). Ele, porém, deixou os Jogos sem final e sem carregar a bandeira na cerimônia de abertura, como havia pedido ao COB.

Marcou também o melhor resultado da natação feminina desde Berlim-36 -Joanna igualou o lugar de Piedade Coutinho, e as mulheres bateram os homens em finais em Atenas.
Joana Maranhão

fonte:uol

Pedra no sapato

"Fahrenheit 11 de Setembro" - Fahrenheit 9/11
(de Michael Moore - EUA,2004 - 116 minutos)


Michael Moore mostra no documentário “Fahrenheit - 11 de Setembro”, de modo bastante eficiente, como ser uma pedra no sapato de um dos governos mais poderosos do planeta deste início de século. Ao se propor a encontrar explicações para os acontecimentos que deixaram atônitos milhares de americanos em 2001, Moore deixa claro uma campanha pública para impedir a reeleição de Bush Júnior.

Para isso reconstrói as relações bastante amistosas entre americanos e sauditas movidas pelos bilhões de dólares oriundos do comércio do setor de petróleo. Busca relacionar o quanto a macro política e as decisões dos governantes podem influenciar a vida do cidadão, que atingido pela crise de desemprego procura como única alternativa um emprego na máquina de guerra americana.


Muito aplaudido no Festival de Cannes, o documentário de Moore contribui ainda mais para o aumento da onda anti americana pelo mundo afora.

veja o site em: http://www.fahrenheit911.com/