Amizades Globalizadas
"Bonecas Russas" - Les Poupées Russes
(de Cédric Klapisch - França / Inglaterra, 2005 - 125 minutos)

Em "As Bonecas Russas", Cédric Klapisch nos dá a nítida impressão de que, nem sempre, a sequência linear estabelecida socialmente do "nascer, crescer, reproduzir e morrer" pode ser aplicada sem alguns contratempos.
Xavier (Romain Duris) que, em "Albergue Espanhol" resolveu terminar seus estudos em economia na Barcelona de cinco anos atrás, agora tenta se afirmar na carreira de escritor, ao mesmo tempo em que busca uma explicação para sua desastrada vida amorosa.
Ser um profissional respeitado e bem remunerado, com uma família estabelecida num casamento feliz e uma casa confortável é o sonho de consumo de todos a longo prazo, uma idéia geral de felicidade e de aceitação social. Também é o de Xavier, embora nem sempre ele tenha certeza disso. O interessante é que mesmo conscientemente tomando decisões que o afastam da tal respeitabilidade social, o personagem não consegue conviver com suas próprias opções. Nada demais para a realidade atual do homem na pós modernidade, anunciada em tons de conflito psicológico comedido ao qual Klapisch nos leva. Apenas na atmosfera perversa da falta de lucidez é possível existir uma contraposição entre, a esposa ideal que Wendy (Kelly Reilly) representa e a mulher - fetiche ideal encarnada pela modelo russa Celia Shelton (Lucy Gordon).

Metáfora para a transterritorialidade dos sentimentos e das relações neste entre séculos, em "Les Poupées Russes" podemos ter uma pequena percepção das angústias e incertezas dos que tentam chegar à "maturidade". A necessidade da localização na cadeia produtiva, o que nem sempre significa prazer; a ótima surpresa ao desvendar o véu do amor sólido, o que nem sempre significa prazer; a tentativa por descobrir quem realmente é você, o que também nem sempre significa prazer; são perguntas que a humanidade faz a si mesma há tempos. Embora haja espaço para tantas incertezas, uma verdade parece persistir na posição de que a humanidade, infelizmente, tem sido levada religiosamente (com o perdão do trocadilho) a fazer uma condenação de si mesma pela busca do prazer.
veja o site oficial em: http://www.marsdistribution.com/site/poupeesrusses
(de Cédric Klapisch - França / Inglaterra, 2005 - 125 minutos)

Em "As Bonecas Russas", Cédric Klapisch nos dá a nítida impressão de que, nem sempre, a sequência linear estabelecida socialmente do "nascer, crescer, reproduzir e morrer" pode ser aplicada sem alguns contratempos.
Xavier (Romain Duris) que, em "Albergue Espanhol" resolveu terminar seus estudos em economia na Barcelona de cinco anos atrás, agora tenta se afirmar na carreira de escritor, ao mesmo tempo em que busca uma explicação para sua desastrada vida amorosa.
Ser um profissional respeitado e bem remunerado, com uma família estabelecida num casamento feliz e uma casa confortável é o sonho de consumo de todos a longo prazo, uma idéia geral de felicidade e de aceitação social. Também é o de Xavier, embora nem sempre ele tenha certeza disso. O interessante é que mesmo conscientemente tomando decisões que o afastam da tal respeitabilidade social, o personagem não consegue conviver com suas próprias opções. Nada demais para a realidade atual do homem na pós modernidade, anunciada em tons de conflito psicológico comedido ao qual Klapisch nos leva. Apenas na atmosfera perversa da falta de lucidez é possível existir uma contraposição entre, a esposa ideal que Wendy (Kelly Reilly) representa e a mulher - fetiche ideal encarnada pela modelo russa Celia Shelton (Lucy Gordon).

Metáfora para a transterritorialidade dos sentimentos e das relações neste entre séculos, em "Les Poupées Russes" podemos ter uma pequena percepção das angústias e incertezas dos que tentam chegar à "maturidade". A necessidade da localização na cadeia produtiva, o que nem sempre significa prazer; a ótima surpresa ao desvendar o véu do amor sólido, o que nem sempre significa prazer; a tentativa por descobrir quem realmente é você, o que também nem sempre significa prazer; são perguntas que a humanidade faz a si mesma há tempos. Embora haja espaço para tantas incertezas, uma verdade parece persistir na posição de que a humanidade, infelizmente, tem sido levada religiosamente (com o perdão do trocadilho) a fazer uma condenação de si mesma pela busca do prazer.
veja o site oficial em: http://www.marsdistribution.com/site/poupeesrusses

